segunda-feira, 9 de julho de 2012

SÃO SEBASTIÃO – PREFEITURA DIZ QUE VAI FAZ LICITAÇÃO PARA CONSTRUIR UMA ACADEMIA DE SAÚDE


Acompanhar os procedimentos licitatórios é fundamental para fazer o controle social popular. Os desvios dos dinheiros municipais, de regra, iniciam-se na montagem dos procedimentos de licitação. Se você estiver de olho, a gestão municipal e quem vai participar dos procedimentos fraudulentos terão maior dificuldade de concretizar as suas intenções.
Em 24-06-2012, a Prefeitura publicou no DOE (Diário Oficial do Estado), mas sem dar ampla publicidade, que irá realizar uma licitação para contratar serviços de engenharia para construir uma Academia de Saúde.
Como fazer academia de saúde se faltam remédios, médicos, soro, esparadapo etc.?

Abaixo leia o Aviso de Licitação – Tomada de Preços nº01/2012, que foi publicado no Diário Oficial do Estado.

“PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO SEBASTIÃO
AVISO DE LICITAÇÃO

TOMADA DE PREÇOS Nº 01/2012
OBJETO: Contratação de empresa especializada para realização de obras de Engenharia pertinentes à Construção de uma Academia de Saúde. DATA, HORA E LOCAL: dia 24 de Julho de 2012, às 10h, na sede da Prefeitura Municipal de São Sebastião, localizada na Rua Pedro Vieira de Barros, nº82, Centro, São Sebastião/AL, Sala da CPL. O Edital encontra-se disponível no endereço acima citado das 8h às 12h.

São Sebastião/AL, 03 de Julho de 2012.
EDVALDO DOS SANTOS SILVA
Presidente da CPL” - DOE:24-06-2012


domingo, 8 de julho de 2012

São Sebastião – GESTÃO 2009-2012 - A INTRANSPARÊNCIA ADMINISTRATIVA E A MALVERSAÇÃO DOS DINHEIROS MUNICIPAIS PREJUDICAM À POPULAÇÃO, E MARCAM, FORMAL E MATERIALMENTE, O MAU GERENCIAMENTO DAS GESTÕES PACHEQUISTAS – Parte 3


Estamos no 3º ano da 3ª gestão do prefeito Zé Pacheco. A 2ª consecutiva. As irregularidades, em seus aspectos formais e materiais, continuam. Ajudam a reflexão sobre as más gestões de letrados. Ressaltar esse ponto tem fundamental importância, pois quando ele ganhou a 1ª vez, o discurso foi exatamente de que a administração não tinha qualidade porque o então gestor, hoje seu vice, era apenas semialfabetizado, como todos os demais ex-gestores.
Na 1ª gestão, no período de 1997-2000, em respostas às críticas, dizia-se que faltava experiência. No 2º mandato, informava-se que a causa era o despreparo de servidores. Aliás, esse discurso foi feito por diversos prefeitos, procurando justificar as irregularidades. Como era uma fala inverídica, logo caiu em desuso. No 2º ano da 3ª gestão, dizia-se que as irregularidades aconteciam porque o presidente da Câmara, vereador Alta Lima, mandava em tudo e tinha muitos carros agregados, bem como porque o Prefeito não ficava na cidade. Enfim, confundia-se a população e salvava-se o Prefeito, que é médico, da responsabilidade das reconhecidas más gestões.
Às críticas políticas da população ou eleitoreiras da oposição, nesse 3º ano dessa 3ª gestão, ainda não se conhecem as desculpas. Às malezas devem ser atribuída a “traidor”. De logo, a certeza é que até os aliados políticos ou mesmo apenas eleitorais continuam a ter má qualidade de vida, em razão da ausência de políticas públicas de qualidade e quantidade, como toda a população.
A má qualidade de vida em que vive e convive a população decorre da irresponsabilidade administrativa e legislativa desses 52 anos de história municipal. Esses fatos devem ser publicamente debatidos, senão serão mais 52 anos de sofrimento para todos e todas.
Também cai o discurso da falta de dinheiro. O agir de algumas promotorias de justiça faz alguns balanços serem divulgados à população. Assim, verifica-se que o dinheiro é muito e sobram milhões.
O balanço de 2011, cuja cópia foi fornecida pela Câmara e pela 1ª vez, demonstra que São Sebastião é um dos 102 municípios alagoanos que mais movimenta recursos. Na região Agreste, só perde para Penedo e Arapiraca. Mesmo arrecadando tanto dinheiro, é o município de pior qualidade de vida, quando se analisam os indicadores sociais. Por quê? Por causa das péssimas administrações e das legislaturas que temos. Não nos deixemos enganar.
A solução não é só mudar gestores e legisladores municipais. Uma das ações que se deve tomar é “tematizar”, “problematizar”, “dramatizar”, “debater” e “responsabilizar” sobre as questões municipais, no dizer de Soraia da Rosa Mendes. Portanto, percamos a vergonha e o medo de debater as questões municipais e quem são os seus (ir)responsáveis ou continuaremos no sofrimento e no desrespeito.
O mau atendimento não é por faltar dinheiro. Afinal sobram milhões, motivo por que a prestação de contas é escondida pela Prefeitura. Leia os resultados da arrecadação de 2009 a 2011, conforme cópia de cada balanço, até então fornecido pelo vereador André Bomfim (PT). Todavia, todos os vereadores e a vereadora têm uma cópia do mesmo da Lei Orçamentária Anual (LOA) e do respectivo balanço. Quando não dar ampla publicidade à prestação de contas, o prefeito pratica crimes, improbidade administrativa e infração político-administrativa.
Faça uma comparação. O valor da movimentação financeira é alto. Falta é priorizar os gastos em benefício da população. Analise a origem de cada valor. São dinheiros nacional, estadual, municipal e multigovernamental. Tem-se a renda própria, os repasses, nacional e estadual, os saldos dos exercícios, anterior e seguinte, as arrecadações, orçamentária e extraorçamentária. Note que os valores sempre aumentam. Apesar disso alguns prefeitos e até a AMA costumam dizer que o dinheiro diminuiu.
Algo para refletir. Quando alguém bem administrar o dinheiro municipal, teremos boa qualidade de vida, pois implementados os princípios do Bem Viver. No entanto, a mudança não é simples como aparenta.  A modificação essencialmente depende do nosso agir, leitor e leitora deste texto.
Exercícios Financeiros
2009
2010
2011
Repasses
Anual dos governos

Nacional          
20.320.222,05
21.218.926,65
21.830.3011,29

Estadual
2.435.245,41
2.649.365,29
2.701.707,57

Multigovernamental
  13.380.953,66
14.526.604,04
17.364.234,98
Renda própria anual
2.811.741,37
3.497.230,28
5.701.443,42
Arrecadação orçamentária
37.972.129,08
41.418.029,75
55.852.931,41
arrecadação extraorçamentária
10.064.347,48
9.196.531,00
9.577.173,94
Saldo do exercício anterior
5.850.790,98
6.646.112,69
6.690.618,79
Movimentação financeira anual
53.887.267,54
57.260.673,44
72.120.724,14
Saldo para o exercício seguinte
6.646.112,69
6.690.618,79
9.520.557,69
Fontes: balanços municipais -  imeio: ongdeolhossl@bol.com.br;  blogue:www.onguedeolho.blogspot.com.br;
Produção: Ongue de Olho em São Sebastião – Texto: José Paulo do Bomfim, adaptado em 6-7-2012.

São Sebastião – GESTÃO 2009-2012 – UNS CERTOS DISCURSOS DESPISTADORES - Parte 1


Aspectos gerais - Com o presente texto, a Ongue de Olho em São Sebastião – em cumprimento a um de seus objetivos - inicial a análise das informações, fiscais, tributárias e orçamentárias, bem como a respectiva prestação de contas do exercício de 2011, à semelhança dos feitos nos exercícios anteriores. Assim, a presente análise, composta por diversas “parte”, sofre algumas modificações, em considerações aos textos base anteriores, face à mudança de muitos dados e a também a permanência de muitas situações anteriores, especialmente nos aspectos da transparência administrativa e da não-priorização em prol da melhoria das condições socioeconômicas da população, quando dos gastos municipais.
Essa análise é o núcleo fundamental da participação política da sociedade e, portanto, a efetivação do exercício do deverdireito decorrente da dúplice noção de cidadania de cada um de nós, enquanto pessoa física ou mesmo enquanto pessoa jurídica, pois todos sofrem as consequências das más gestões ou beneficiam-se das boas práticas administrativas.
Umas certas participação, conivência, omissão conveniência e leniência - Em geral, as pessoas reclamam muito da má qualidade das políticas públicas, mesmo quando aliadas do governo municipal, mas não participantes dos privilégios administrativos. Todavia, é preciso ressaltar que praticamente todos nós integramos, na qualidade de “associad@”, “filiad@”, “fiel”, “adepto” etc., a estrutural social de alguma entidade que atua no município. A diretoria de cada entidade tem o dever de manter as pessoas integrantes de seu segmento social bem informadas. Cumprir essa obrigação não-é algo dos mais difíceis, dependendo, na maioria das vezes, apenas da vontade política da respectiva direção. Portanto, todos nós, queremos ou não, sejamos cidadãos-ativos ou apenas moradores, somos responsáveis por cobrar do poder público, sim, mas também da entidade que nos representa, no segmento social ou profissional ou religioso que atuamos.
Assim, 30 de dezembro passado marcou o fim do 3º ano da 3ª gestão do prefeito Zé Pacheco. Como já esperado, em razão de posturas anteriores, a má administração foi a tônica. As irregularidades caracterizam diversos tipos de crimes contra a administração pública, crimes de responsabilidade, improbidades administrativas e infrações político-administrativas. No plural! Essas práticas permitem construir péssima qualidade de vida para a população, bem como fundamentam o empobrecimento da mesma e o seu forte sofrer. Situações comprovadas no dia a dia da vivência ou da convivência municipal.
           No entanto, as práticas ilícitas da gestão municipal, por incrível que pareça – por ação ou por omissão - têm amparo na própria participação, conivência, leniência de cada um de nós ou da nossa entidade. Então, a Câmara Municipal e instituições como Tribunal de Contas Estadual, Promotoria de Justiça e - mais grave ainda – inúmeras entidades municipais, como ongues, igrejas, sindicatos, oscipes, rádios comunitárias, partidos, associações, grêmios, tevês comunitárias etc., precisam explica a respectiva opção preferencial.
Uns certos discursos  - Quem faz luta por controle social popular e transparências, administrativa e legislativa, até recentemente, percebia que  havia um certo despiste no sentido de que os mais diversos naipes das irregularidades administrativas municipais, bem como da produção da má qualidade de vida e do empobrecimento da população, eram frutos de gestões de pessoas analfabetas ou semialfabetizadas ou da não-organização da sociedade em entidades verdadeiramente representativas.
Por isso muitos “doutores” diziam-se, honestos e competentes. Massificou-se ou “pulverizou-se” também a criação de entidades nos diversos segmentos sociais. Todavia, com a ampliação do sistema de ensino, muitas pessoas bem escolarizadas chegaram às instâncias de poder e roubam mais do que as inescolarizadas. Um grande leque de entidades da sociedade civil seriam mais “servidas” do que “servidoras”, chegando-se a uma certa noção de “pilantropia”.
A partir daí, surge uma certa modificação nesse falacioso discurso para um outro, que seria mais ou menos no sentido de que os ladrões eram apenas os políticos e não mais os analfabetos ou semialbetizados, semidoutores ou mesmo doutores. Com mais essa falaciosidade sendo percebida, a conversa passa a ser na dimensão das “quatro paredes”.
Torna-se comum, então, nas convivências em que estão ausentes “políticos com mandato”, uma acrítica ou enganadora, manifestação na base desses “políticos roubam demais”. Expressão repetida até por políticos sem mandato ou na busca deles, bem como por escolarizados, procurando disseminar uma aparente honestidade de alguma classe. Enfim, discursos que tinham ou têm por fundamento dizerem que a desonestidade consistiria em embolsar - ilegal ou até legalmente - o dinheiro publico, em espécie.
Estranhamente, esquece-se ou blinda-se o debate sobre a apropriação - em especial pelos bem escolarizados ou não, mas sempre cercados daqueles - do amplo leque de “recursos” públicos, inclusive dos de dimensão imateriais, como o deverdireito da cidadania, o dever ético e o dever de honestidade, que devem impregnar a todos nós, inclusive a quem faz os falaciosos discursos, que, no entanto, são frutos da dimensão patrimonialista no atuar brasileiro escolarizado ou não, político ou não, cristão ou não e têm como instrumento a cultura do aproveitamento, conivência, omissão conveniência e leniência.
Porém, não digamos amém à desesperança, pois na “parte 2” iremos debater as irregularidades praticadas em 2011, por um prefeito e escolarizado doutor.
Ø  Produção: Ongue de Olho em São Sebastião – Texto: José Paulo do Bomfim, adaptado em 6-7-2012.
Imeio: ongdeolhoss@bol.com.br;  blogue: www.onguedeolho.blogspot.com.br.

sábado, 23 de junho de 2012

Igreja Nova – QUANTO CUSTARAM OS VEREADORES EM 2011

 Com a divulgação de notícias sobre o Município de Igreja Nova, que envolvem também a Câmara Municipal (CM), algumas pessoas que leem as matérias sobre os valores da arrecadação municipal perguntam quanto a CM recebeu de duodécimo, em 2011 e quanto receberá em 2012, ano eleitoral.
 A Prefeitura e a própria CM não cumprem a Lei Orgânica Municipal (LOM) e demais legislação que determina a esses órgãos municipais colocar a prestação de contas à disposição da população o ano todo, na CM e na Secretaria Municipal de Finanças, inclusive na página do Município na internete. 
As informações podem ser obtidas com qualquer um dos vereadores, pois eles têm cópia de cada Lei Orçamentária Anual (LOA) e cada Balanço Municipal (BM), incluindo o da CM. 
Nesses documentos estão os valores recebidos e gastos. As informações da LOA e do BM permitem à população saber com o que foi gasto, com quem, quanto e como.
 São informações públicas, mas que são escondidas, exatamente para não espantar que paga a conta. Com informações passadas pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Foccopa (Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas) divulga quanto custou cada parlamentar igrejanovense.
 Como na maioria das CM, os vereadores custam caro, mas têm o trabalho muito questionado e questionável pela população.
 Compare alguns gastos municipais para refletir sobre a desigualdade implementada no uso do dinheiro municipal. Acharás o quê? Em 2011, o custo da CM igrejanovense foi: R$1.331.458,74; segurança pública, R$00,00; assistência à criança e à adolescência, R$288.714,83; Secretaria de Agricultura, R$617.368,,83; assistência à pessoa idosa, R$00,00; desporto e lazer, R$00,00, e assistência à pessoa com deficiência, R$00,00; Gestão Ambiental, R$00,00. Um detalhe que também chama à atenção são os gastos com comunicação, R$00,00. 
Mas a Prefeitura não faz tanta propaganda? Quem paga essa conta? Esses números demonstram o porquê a população daquele Município ser tão empobrecida. Indicam também que o BM pode ser “montado”. 
Se a CM gastou tanto, qual foi, então, o custo de cada vereador? É uma equação fácil de responder. 
Divide-se o valor repassado pelo Município pelo número de vereadores e encontra-se o resultado anual. 
Este resultado anual dividido pelo número de meses do ano gera o custo mensal de cada parlamentar. Então: R$1.3331.458,74 : 9 = R$147.939,86, por ano. 
O custo anual, dividido por 12, gera o custo mensal, R$12.328,35, por mês, por cada parlamentar. 
O custo de cada parlamentar é maior que o de uma médica, motorista, professora, assistenta social, gari, odontóloga, vigia etc., por exemplo. 
Não sei se em Igreja Nova é assim, pois ainda não fizemos a comparação, mas, na maioria dos municípios o é. Por isso, parlamentares escondem as informações da população, inclusive, os da oposição. Leia essa tabela III. 

       Tabela III – Repasse para a Câmara Municipal
 
 Todavia, quanto às informações sobre os gastos, realmente só com o acesso ao Balanço da CM, que sintetiza a prestação de contas de cada exercício. 
Com o BM, pode-se saber com o quê, com quem, porque, como e quanto foi gastado do nosso dinheiro. “Nosso”? Claro!. Pois você leitora e eu – nós - pagamos tributos para Igreja Nova e mesmo quem está lá nos extremos do país ou do Estado. Parte da dinheirama é repassada para cada Município que repassa parte para a CM, o chamado duodécimo.
 Com a divulgação da arrecadação municipal em 2011, que foi de R$42.411.495,52, e do custo da CM, se você fosse vereador ou vereadora faria com o dinheiro o quê realmente? 

Foccopa – Fórum de Controle de Contas Públicas em Alagoas; texto de Paulo Bomfim; imeio: fcopal@bol.com.br; blogue: www.fcopal.blogspot.com; escrito em 10/05/2011 e publicado no blogue.